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sexta-feira, 1 de junho de 2012
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quarta-feira, 18 de abril de 2012
Questões Filosofia Política: Maquiavel, Hobbes e Rousseau
1. (ENEM 2010) O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente do que outros que, por muita piedade, permitem aos distúrbios que levem ao assassínio e ao roubo
MAQUIAVEL, N. O Príncipe. São Paulo. Martin Claret, 2009.
No século XVI, Maquiavel escreveu O Príncipe, reflexão sobre a monarquia e a função do governante. A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na
A) Inércia do julgamento de crimes polêmicos.
B) Bondade em relação ao comportamento dos mercenários.
C) Compaixão quanto à condenação de transgressões religiosas.
D) Neutralidade diante da condenação dos servos.
E) Conveniência entre o poder tirânico e o moral do príncipe.
2. (IFPE 2009) Sobre o pensamento político de Maquiavel pode-se afirmar:
A) Maquiavel reconhece, nem sempre claramente, os limites do conceito de bem e, por isso, não tenta reduzir o conhecimento político ao escopo de uma metafísica.
B) A harmonia ou a vida social sem conflito deve ser o fim da política, sob pena de condená-la ao âmbito do improfícuo.
C) A virtù designa o elemento central para a manutenção da ordem civil, pois ela transcreve a ação arbitrária do Estado contra os indivíduos.
D) Para Maquiavel, o Estado republicano, por ser o Estado ideal, poderia prescindir da coação.
E) Para Maquiavel, a legitimidade do príncipe é irrestrita pelo fato do seu poder emanar de Deus.
E) Para Maquiavel, a legitimidade do príncipe é irrestrita pelo fato do seu poder emanar de Deus.
3. (Universidade da Amazônia – 2008)
Sobre o pensamento político, há inúmeras questões e respostas elaboradas ao longo da história. Das formulações mais célebres do pensamento político e seus autores, está correto dizer que:
1- para Jean-Jacques Rousseau, em sua obra o Leviatã, o Estado é comparado a uma criação monstruosa do homem, destinada a pôr fim à anarquia e ao caos da comunidade primitiva.
2- para Thomas Hobbes, quando os interesses egoístas predominam, cada um se torna um lobo para o outro (homo homini lupus). As disputas provocam a guerra de todos contra todos (bellum omnium contra omnes), com graves prejuízos para a indústria, a agricultura, a navegação, o desenvolvimento da ciência e o conforto de todos.
3- Nicolau Maquiavel recusa a figura do bom governo encarnada no príncipe virtuoso, portador das virtudes cristãs. O príncipe precisa ter virtu, mas esta é propriamente política, referindo-se às qualidades do dirigente para tomar e manter o poder, mesmo que para isso deva usar a violência, a mentira, a astúcia e a força.
4- John Locke desenvolve uma teoria socialista que desmistificou a política liberal. Para ele, as relações fundamentais de toda sociedade humana são as relações de produção, que correspondem a um certo estágio das forças produtivas.
São corretas as afirmativas:
A) 1, 2, 3 e 4.
B) 2 e 4, somente.
C) 1 e 3, somente.
D) 2 e 3, somente.
E) 1 e 2 somente
4. Mas há sempre algum altruísmo nas pessoas. Serão valores embutidos em nossa cultura por um legado religioso? Ou um impulso inato, recebido da natureza ao nascer? Sangue, e rios de tinta, ainda não responderam a essa pergunta. No século 18, J. J. Rousseau, invertendo muitos séculos da visão pessimista do homem naturalmente pecador e mau, embutida na tradição cristã, substituiu-a por uma ideia oposta: a do homem que nasce virtuoso, e degenera na sociedade. É o "bom selvagem", uma das contribuições iniciais da descoberta do Brasil ao pensamento europeu.
Segundo o texto, J. J. Rousseau:
A) Afirmou que o homem é naturalmente pecador e mau, mas, devido à tradição cristão, quando nasce virtuoso, degenera na sociedade.
B) É o bom selvagem que contribuiu para a descoberta do Brasil.
C) Errou, ao inverter a visão da Igreja, que sempre acreditou ser o homem virtuoso, mas degenerador da sociedade.
D) Contradisse a tradição cristã, ao afirmar que o homem nasce virtuoso, e a sociedade o corrompe.
E) Contribuiu para a descoberta do Brasil, ao afirmar que o selvagem que aqui habitava era naturalmente bom.
5. (UFSM-PEIES) “Todavia, como é meu intento escrever coisa útil para os que se interessam, pareceu-me mais conveniente procurar a verdade pelo efeito das coisas, do que pelo que delas se possa imaginar. E muita gente imaginou repúblicas e principados que nunca serviram nem jamais foram reconhecidos como verdadeiros. Vai tanta diferença entre como se vive e o modo por que se deveria viver, que quem se preocupar com o que se deveria fazer em vez do que se faz aprende antes a ruína própria, do que o modo de se preservar.” (O Príncipe, de Maquiavel.) Nessa passagem, Maquiavel mostra que o domínio das ações humanas, no qual está incluída a política, deve ser concebido sob uma perspectiva realista.
Sobre essa maneira de conceber a política, é possível afirmar:
I. A política deve sempre ser pensada a partir de modelos ideais e da busca de soluções definitivas.
II. A política deve valorizar as experiências e os acontecimentos.
III. Concebe-se que a política deve se regular pelo modo como vivemos e não como deveríamos viver.
IV. Defende-se que a política deve ser orientada por valores universais e crenças sobre como deveria ser a vida em sociedade.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
a) I e II apenas.
b) I, II e III apenas.
c) II e III apenas.
d) III e IV apenas.
e) IV apenas.
6. (UFU) Muito citado, Nicolau Maquiavel é um dos maiores expoentes do Renascimento e sua contribuição determinou novos horizontes para a filosofia política.
A respeito do seu conceito de virtú, analise as assertivas abaixo.
I. A virtú é a qualidade dos oportunistas, que agem guiados pelo instinto natural e irracional do egoísmo e almejam, exclusivamente, sua vantagem pessoal.
II. O homem de virtú é antes de tudo um sábio, é aquele que conhece as circunstâncias do momento oferecido pela fortuna e age seguro do seu êxito.
III. Mais do que todos os homens, o príncipe tem de ser um homem de virtú, capaz de conhecer as circunstâncias e utilizá-las a seu favor.
IV. Partidário da teoria do direito divino, Maquiavel vê o príncipe como um predestinado e a virtú como algo que não depende dos fatores históricos.
Assinale a ÚNICA alternativa que contém as assertivas verdadeiras.
a) I, II, e III.
b) II e III.
c) II e IV.
d) II, III e IV.
7. (UEL) “O direito de natureza, a que os autores geralmente chamam de jus naturale, é a liberdade que cada homem possui de usar seu próprio poder, da maneira que quiser, para a preservação de sua própria natureza, ou seja, de sua vida; e conseqüentemente de fazer tudo aquilo que seu próprio julgamento e razão lhe indiquem como meios adequados a esse fim.” (HOBBES, Thomas. Leviatã. Trad. João Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva. São Paulo: Abril Cultural, 1974).
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o Estado de natureza em Hobbes, considere as afirmativas a seguir.
I. Todos os homens são igualmente vulneráveis à violência diante da ausência de uma autoridade soberana que detenha o uso da força.
II. Em cada ser humano há um egoísmo na busca de seus interesses pessoais a fim de manter a própria sobrevivência.
III. A competição e o desejo de fama passam a existir nos homens quando abandonam o Estado de natureza e ingressam no Estado social.
IV. O homem é naturalmente um ser social, o que lhe garante uma vida harmônica entre seus pares.
Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e II.
b) I e IV.
c) III e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.
8. (UFU) Thomas Hobbes escreveu que:
“Uma lei de natureza (lex naturalis) é um preceito ou regra geral, estabelecido pela razão, mediante o qual se proíbe a um homem fazer tudo o que possa destruir sua vida ou privá-lo dos meios necessários para preservá-la, ou omitir aquilo que pense poder contribuir melhor para preservá-la”. (HOBBES, Thomas. Leviatã, São Paulo: Nova Cultural, 1988. Coleção “Os Pensadores”.p.79).
Assinale a alternativa correta.
a) A condição natural do homem é a perfeita harmonia em relação ao seu semelhante.
b) A lei primeira e fundamental da natureza é procurar a paz e segui-la.
c) No estado de natureza, os homens são governados pela razão divina.
d) No estado de natureza, o homem não tem direito a todas as coisas, por isso, ele tem segurança.
9. (UFSM) Na citação: “- Chama-se gato uma ligação elétrica clandestina entre a rede e uma residência. Usualmente, o gato infringe normas de segurança, porque é feito de pessoas não-especializadas. O choque elétrico, que pode ocorrer devido a um gato malfeito, é causado por uma corrente elétrica que passa através do corpo humano – ”.
Observamos no trecho um problema de ordem política e econômica. Considere a teoria política hobbesiana, que afirma:
“Onde não há propriedade não pode haver injustiça e onde não foi estabelecido um poder coercitivo, isto é, onde não há Estado, não há propriedade, pois todos os homens têm direito a todas as coisas”
Assim, a prática dos “gatos”, uma vez que vivemos sob o regime de um Estado, implíca uma
I. injustiça porque lesa o direito à propriedade privada.
II. injustiça porque as ligações clandestinas representam um perigo para as pessoas.
III. ilegalidade por desobedecer à legislação do Estado sobre a propriedade privada.
Está(ão) correta(s):
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas III.
d) apenas I e II.
e) apenas I e III
Bom exercício!
J
sexta-feira, 9 de março de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Maquiavel: O Príncipe. [tradução, introdução e notas de Antonio D’Elia]. São Paulo: Cultrix, 2006.
Maquiavel: O Príncipe:
Leitura OBRIGATÓRIA indicada para os alunos do 2º ano.
http://www.4shared.com/office/_zMnTEKx/MAQUIAVEL_O_prncipe__Ed_Martin.html
PLATÃO. Defesa de Sócrates.
Defesa de Sócrates: leitura OBRIGATÓRIA indicada para os alunos do 1° E 3° ano.
http://www.4shared.com/office/cEBhU6Yx/Defesa_de_Scrates_Plato_p_33_a.html
sábado, 17 de dezembro de 2011
Antologia Ilustrada de filosofia
NICOLA, Ubaldo. Antologia Ilustrada de filosofia.pdf - O 4Shared - compartilhamento de documentos - baixar
http://t.co/YW7lhlUg
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
domingo, 28 de agosto de 2011
Café Filosófico - Paulo Gaudêncio - O Entediado - A Vida Profissional
—A vida profissional: o entediado
—O que é tédio?
•Tédio é a ausência de medo
•O medo é o sal da vida.
—O homem maduro
•No início eu pensava que o homem maduro é uma pirâmide sólida e inabalável.
•Hoje eu penso que o homem maduro é um móbile frágil.
•O homem maduro tem a “insustentável leveza do ser”.
•As emoções se equilibram umas às outras.
•Toda emoção é boa, mas elas podem dar um resultado bom ou ruim.
•O amor é incrível, mas em excesso pode gerar superproteção.
•O amor é equilibrado pela agressividade
—Agressividade
•A agressividade é o combustível da ação.
•Exemplo: gasolina, seu jogo em alguém eu acendo um fósforo eu mato, se eu coloco em um carro eu tenho um meio de transporte.
•Se eu elimino a agressividade nunca vou matar ninguém, mas não serei competitivo.
•O papel da mulher: ganhos a sexualidade e a agressividade.
•O homem: a afetividade ganhou algum espaço, e o medo que ainda ganhou pouco espaço.
—REQUALIFICAÇÃO DO MEDO
•O medo nos prepara automaticamente para uma reação de luta ou de fuga.
•Órgão nobre do corpo em situação de luta ou fuga: músculo.
•A adrenalina tira o sangue onde é tão importante e desvia para preparar uma reação muscular. Por isso, ficamos branco de medo e sentimos frio no estômago.
•Rapidamente: taquicardia, bem oxigenado ataque de pneia.
O medo paralisa para você medir o tamanho da encrenca
—A agressividade te mobiliza para:
Tamanho da encrenca é grande, meço a minha força e:
•dá para eu enfrentar e eu enfrento: coragem
•dá para enfrentar e eu fujo: covardia
•não dá pra enfrentar e eu fujo: prudência
•não dá pra enfrentar e eu enfrento: irresponsabilidade
—Ser maduro
Ser maduro é saber sentir o medo e escolher uma opção corajosa ou prudente.
—Segunda função: pedagógico
—Se não houver medo não haverá aprendizado das normas.
—O medo ensina o respeito aos limites.
—A criança é menor e heterônoma.
—Heterônoma: ainda não entende as regras com a própria cabeça.
—O bom pai é o que cumpre a tarefa de se tornar desnecessário
—Segunda função: pedagógico,
•Filho maior e heterônomo: imaturo.
•A introjeção da norma só se dá se a criança tiver medo da sanção: cara feia, bronca, proibição.
•Exemplo do cinto de segurança: o medo da multa nos educa.
•O medo nos educa e ajuda a educar os filhos.
•O medo é desencadeante de mudança, mas não mantém, quem mantém a mudança é a paixão, que é o lucro que eu tenho na nova situação que assumi.
—Terceira função: O medo está resgatando a nossa cidadania
Se não recuperarmos os nossos valores, não vamos virar uma nação.
1.Imprensa livre: medo de ser noticiado.
2.Ministério público independente: medo de ser preso.
3.Indignação: medo de não ter mais espaço político.
O resgate da nossa dignidade passa pelo resgate do medo.
—Quarta função: o sal da vida
•Exemplo do bom cardiologista que se tornou um mau diretor de hospital porque não tinha habilidade para a nova função e terminou em uma situação de stress patológico.
•Por isso o treinamento é profilático de stress, melhorando a habilidade o stress diminui.
•Fatores que causam stress na vida profissional: falta de habilidade, prazo, equipe.
•“A vida é um pendulo que oscila entre o tédio e o desespero” (Shopenhauer).
—
Na verdade a vida oscila entre a dificuldade e a habilidade.
—Gráfico habilidade x dificuldade
—Fatores motivacionais
1.Fazer o que gosta
2.Sentir-se útil
3.Bom ambiente na equipe
4.Ter desafio
5.Ter reconhecimento
—
Desafio
eu sinto medo, eu tenho coragem e eu enfrento.
—Stress
Eustress
—Eu = bom
Distress
—Dis = mau
—
—Grande dificuldade com baixa habilidade, sem boa equipe, prazo curto = distress
—É necessário transformar o que é stress em desafio
—Grande habilidade com baixa dificuldade = tédio
—
—A conquista amorosa:
— O outro tem que ser um constante desafio.
— A faixa do fluir é a faixa da paixão.
— A paixão é garantida pela impossibilidade.
— O lugar da paixão é o adultério (Denis de Reugmant).
—O lugar da paixão
—Paixão: patologia da atenção, ideia fixa, objeto muito desejado, muito próximo e inatingível.
—A paixão garante a pole position, o errado não é a paixão, mas colocá-la como ideal da vida.
—O ideal da vida deveria ser o amor, pois o amor garante a continuidade.
—O lugar da paixão é no campo profissional.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Internetês pode ser bom o/
Internetês pode ser bom o/
Segundo pesquisa, quem troca mensagens na web o dia todo tem melhor capacidade de leitura e escrita
15/03/2011 - 19h31 - Atualizado em 15/03/2011 - 19h31A Gazetafoto: Carlos Alberto Silva
Fernandino Fernandes de Souza nunca teve problemas para diferenciar o estilo de escrita da internet da língua cultafanzine.agazeta@gmail.com
twitter.com/fanzineag
gazetaonline.com.br/blogdofanzine
Tiago Zanolitzanoli@redegazeta.com.br
O internetês, quem diria, deixou de ser um vilão. Tudo bem que alguns ainda veem essa forma de escrita, abreviada e mais próxima do som da fala, como um veneno para a inteligência, mas seu uso já virou até matéria de sala de aula. Na Inglaterra, aliás, uma pesquisa revelou que a famigerada linguagem da web pode fazer bem.
A linguagem abreviada da internet pode ser prejudicial ao aprendizado?
Quem chegou a essa conclusão foi a psicóloga Clare Wood, da Universidade de Coventry. Ela acompanhou crianças entre oito e 12 anos durante um ano letivo e percebeu que quem teclava o dia todo tinha maior capacidade de leitura e escrita, em comparação aos que não faziam isso. Segundo Clare, até possuíam habilidades de alfabetização mais sofisticadas.
Para Sabrina Xavier Amaral, professora de redação e literatura do Centro Educacional Primeiro Mundo, a presença dessa linguagem é inevitável, pois o meio exige que seja dinâmica. No Twitter, com a restrição dos posts a 140 caracteres, por exemplo, sintetizar ideias e abreviar o texto é quase uma obrigação. O MSN também "exige" isso por conta da velocidade da comunicação, embora não imponha limites ao tamanho do texto.
"Na escola, estudamos essa linguagem no e-mail, no MSN, nos blogs e no Twitter, e os possíveis problemas decorrentes de seu uso", diz Sabrina, acrescentando que é papel da escola (e dos pais) acompanhar e orientar as crianças e os adolescentes para que eles saibam selecionar as formas apropriadas, de acordo com as situações de uso.
Fruto da Geração Y, que nasceu conectada à internet, Fernandino Fernandes de Souza, 18 anos, não passa um dia off-line. Na web, utiliza a forma abreviada com moderação, mas sempre escreve de acordo com o som da fala. Quando abrevia, digita, por exemplo, apenas a letra "q", no lugar da palavra "que". Ou "venk", em vez de "venha cá".
Isso nunca foi problema para o rapaz, que hoje cursa o pré-vestibular. "Tenho o hábito da leitura e, para mim, é mais fácil separar a linguagem da internet da língua culta", garante.
Mudanças
A professora de língua portuguesa e literatura do Colégio Estadual Rosiani Casotti lembra que, em um passado recente, seus alunos faziam mais confusão, misturando as linguagens. Isso não ocorre mais, e ela acredita que o motivo seja a discussão que tem havido em torno do internetês. "Houve uma conscientização. Quando peço um texto, é raro encontrar esse tipo de problema", diz.
O que preocupa, muitas vezes, é o desvio de atenção, quando um jovem abre mão de ler um livro para bater-papo no MSN ou passar o dia tuitando. "É uma realidade, mas não creio que atinja a maioria. Meus alunos de terceiro ano estão focados no vestibular, mas às vezes ouço outros comentarem que perderam a noite na internet", observa Rosiani.
Para Sabrina, mais preocupante do que a linguagem é o grande volume de informações, além da velocidade com que elas circulam. "Estudos neurológicos apontam que isso afeta a capacidade de compreensão".
Os jovens estão mais distantes da leitura. Eles têm outras distrações, que competem com os livros, e o meio digital é uma delas"Sabrina Xavier Amaral, Professora
Internetês pode ser bom o/
Segundo pesquisa, quem troca mensagens na web o dia todo tem melhor capacidade de leitura e escrita
15/03/2011 - 19h31 - Atualizado em 15/03/2011 - 19h31
A Gazeta
foto: Carlos Alberto Silva
Fernandino Fernandes de Souza nunca teve problemas para diferenciar o estilo de escrita da internet da língua culta
twitter.com/fanzineag
gazetaonline.com.br/blogdofanzine
Tiago Zanolitzanoli@redegazeta.com.br
O internetês, quem diria, deixou de ser um vilão. Tudo bem que alguns ainda veem essa forma de escrita, abreviada e mais próxima do som da fala, como um veneno para a inteligência, mas seu uso já virou até matéria de sala de aula. Na Inglaterra, aliás, uma pesquisa revelou que a famigerada linguagem da web pode fazer bem.
A linguagem abreviada da internet pode ser prejudicial ao aprendizado?
Quem chegou a essa conclusão foi a psicóloga Clare Wood, da Universidade de Coventry. Ela acompanhou crianças entre oito e 12 anos durante um ano letivo e percebeu que quem teclava o dia todo tinha maior capacidade de leitura e escrita, em comparação aos que não faziam isso. Segundo Clare, até possuíam habilidades de alfabetização mais sofisticadas.
Para Sabrina Xavier Amaral, professora de redação e literatura do Centro Educacional Primeiro Mundo, a presença dessa linguagem é inevitável, pois o meio exige que seja dinâmica. No Twitter, com a restrição dos posts a 140 caracteres, por exemplo, sintetizar ideias e abreviar o texto é quase uma obrigação. O MSN também "exige" isso por conta da velocidade da comunicação, embora não imponha limites ao tamanho do texto.
"Na escola, estudamos essa linguagem no e-mail, no MSN, nos blogs e no Twitter, e os possíveis problemas decorrentes de seu uso", diz Sabrina, acrescentando que é papel da escola (e dos pais) acompanhar e orientar as crianças e os adolescentes para que eles saibam selecionar as formas apropriadas, de acordo com as situações de uso.
Fruto da Geração Y, que nasceu conectada à internet, Fernandino Fernandes de Souza, 18 anos, não passa um dia off-line. Na web, utiliza a forma abreviada com moderação, mas sempre escreve de acordo com o som da fala. Quando abrevia, digita, por exemplo, apenas a letra "q", no lugar da palavra "que". Ou "venk", em vez de "venha cá".
Isso nunca foi problema para o rapaz, que hoje cursa o pré-vestibular. "Tenho o hábito da leitura e, para mim, é mais fácil separar a linguagem da internet da língua culta", garante.
Mudanças
A professora de língua portuguesa e literatura do Colégio Estadual Rosiani Casotti lembra que, em um passado recente, seus alunos faziam mais confusão, misturando as linguagens. Isso não ocorre mais, e ela acredita que o motivo seja a discussão que tem havido em torno do internetês. "Houve uma conscientização. Quando peço um texto, é raro encontrar esse tipo de problema", diz.
O que preocupa, muitas vezes, é o desvio de atenção, quando um jovem abre mão de ler um livro para bater-papo no MSN ou passar o dia tuitando. "É uma realidade, mas não creio que atinja a maioria. Meus alunos de terceiro ano estão focados no vestibular, mas às vezes ouço outros comentarem que perderam a noite na internet", observa Rosiani.
Para Sabrina, mais preocupante do que a linguagem é o grande volume de informações, além da velocidade com que elas circulam. "Estudos neurológicos apontam que isso afeta a capacidade de compreensão".
Os jovens estão mais distantes da leitura. Eles têm outras distrações, que competem com os livros, e o meio digital é uma delas"Sabrina Xavier Amaral, Professora
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