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segunda-feira, 1 de junho de 2015

MAQUIAVEL. O NASCIMENTO DO REALISMO POLÍTICO MODERNO



Vale Mais Ser Amado ou Temido?

Vale mais ser amado ou temido? O ideal é ser as duas coisas, mas como é difícil reunir as duas coisas, é muito mais seguro - quando uma delas tiver que faltar - ser temido do que amado. Porque, dos homens em geral, se pode dizer o seguinte: que são ingratos, volúveis, fingidos e dissimulados, fugidios ao perigo, ávidos do ganho. E enquanto lhes fazeis bem, são todos vossos e oferecem-vos a família, os bens pessoais, a vida, os descendentes, desde que a necessidade esteja bem longe. Mas quando ela se avizinha, contra vós se revoltam. E aquele príncipe que tiver confiado naquelas promessas, como fundamento do ser poder, encontrando-se desprovido de outras precauções, está perdido. É que as amizades que se adquirem através das riquezas, e não com grandeza e nobreza de carácter, compram-se, mas não se pode contar com elas nos momentos de adversidade. Os homens sentem menos inibição em ofender alguém que se faça amar do que outro que se faça temer, porque a amizade implica um vínculo de obrigações, o qual, devido à maldade dos homens, em qualquer altura se rompe, conforme as conveniências. O temor, por seu turno, implica o medo de uma punição, que nunca mais se extingue. No entanto, o príncipe deve fazer-se temer, de modo que, senão conseguir obter a estima, também não concite o ódio.

 Maquiavel 'O Príncipe' 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Você tem que ser obrigatoriamente mentiroso para ser presidente?¹

 Michel Onfray
Pois bem, isso ajuda. Mal imaginamos como um homem decidido a sacrificar sua vida para à verdade poderia fazer uma carreira política, seja com o menor ou nos altos escalões. Bem, em termos de política, não existem mais que duas questões: como chegar ao poder? E uma vez alcançado, como mantê-lo? As duas perguntas têm a mesma resposta: todos os meios são bons. Chamamos maquiavelismo a essa arte de afastar completamente a moral para reduzir a política a puros problemas de força. Em outras palavras, principalmente o ditado popular: o fim justifica os meios: tudo é bom, desde que seja para o que se pretende. A partir desta perspectiva, a mentira proporciona uma arma formidável e eficaz.



O acesso ao poder envolve demagogia, ou seja, a mentira para o povo. Os candidatos para as funções oficiais sempre acabam renunciando desde sempre à verdade para limitar-se a sustentar um discurso adulador destinado aos eleitores: o povo, excepcional, genial, ancestral, inventiva, criador, etc. Em vez de atender o interesse público que a função demanda, o mandato político ansioso de mandato busca o consentimento da maioria - cinquenta e um por cento, o que é suficiente. Para obtê-lo, inunda, seduz, persuade e promete, tem um propósito útil para recolher os votos, mas não há intenção de honrar suas promessas- das quais afirmará, mais tarde, que só envolve aqueles que acreditaram.


O motor dos mentirosos

A mentira destinada a aumentar as  intenções de voto, a criar uma dinâmica eletiva, a  falsear as pesquisas, se duplica com uma mentira sobre o adversário, a fim de desacreditá-lo. Nunca se reconhece o talento, a inteligência ou mérito, tudo o que propõe é o mal, está  mal feito, perdido de antemão. Esta categoria de homens ou mulheres jamais sai da lógica governamental ou opositora: a verdade é relativa ao campo em que um se encontra, a verdade é tudo o que ele pensa e faz o candidato defendido, errado tudo o que procede do seu adversário. Não há um absoluto para a verdade que permita pensar em termos de interesse geral, de destino do país, de saúde de um Estado, do papel da nação no planeta, e que permita reconhecer ao opsitor, por pouco que seja, algo de virtuoso, sobretudo quando suas propostas vão neste sentido; nada de verdade absoluta, portanto, mas uma subjetividade, verdades de circunstância.

Mentira dirigida ao povo, ao adversário, mas também mentir sobre si mesmo: se ocultas as próprias zonas sombrias, se apagam as pegadas irritantes do trajeto, os fracassos, as blasfêmias, as tomadas de posição unilateral, em função da verdade do momento (à respeito da energia nuclear, civil ou militar, a redução do mandato presidencial para cinco anos[1], a realização de uma Europa de moeda única, a supressão do serviço militar em benefício de um exército profissional, as opiniões dos responsáveis políticos ao mais alto nível mudam segundo as épocas e períodos eleitorais...). E se pretende apresentar um projeto para o destino da França[2], quando este foi cuidadosamente projetado por gabinetes de conselheiros em comunicação, com o fim de que corresponda ao perfil do melhor produto vendável.

Quando essas mentiras tenham seduzido suficientemente os eleitores para que o poder não seja um objetivo, mas uma realidade, se trata, do segundo período importante da ação política nas democracias modernas, de permanecer em seu lugar. Como manter-se? Como chegar até o fim? Não ir embora? Volte o mais rápido possível? As mesmas respostas que no caso anterior: todos os meios são bons e, entre eles, a mentira. Pois nenhum político diz amar o poder pelo prazer que seu exercício proporciona, ninguém diz gostar desse forte álcool pela embriaguez que proporciona, mas todos falam de sua obrigação de permanecer para o bem da França e os franceses[3], para terminar o que não tiveram tempo para fazer, por causa do destino, da fatalidade, dos outros, da situação, nunca de si mesmo.

Sempre triunfa a vontade particular em detrimento do interesse geral. As células de informação e de comunicação das instâncias de poder – o Estado ou o Governo – fisgam os jornalistas com informações criadas para seduzir. Mentira, todavia ali, associada a propaganda, a publicidade, chamada até recentemente reinvindicação.  O verbo serve para prejudicar, as palavras de um homem da oposição saem de sua boca como se a realidade do poder não existisse, e valem para aumentar as promessas eleitorais, para dar lições, criticar, anunciar que se fará melhor, etc. As declarações de um eleito no exercício do poder dão sempre a impressão de que se tem ficado na oposição. Porque a função política obriga a uma mentira particular, caracterizada por uma prática sofística.

Celebração da embalagem, desprezo pelo conteúdo

Os sofistas eram grandes inimigos de Platão (428-347 a.C.) Para eles, o essencial reside na forma, nunca no fundo, pouco importa o que se diz, o conteúdo, a mensagem, o valor da informação ou o que as palavras anunciam para o futuro, pois só conta a forma, a maneira, a técnica de exposição. Antepassados dos publicitários, preocupados unicamente por vender um produto e atrair a atenção sobre o envoltório, mas que sobre o conteúdo, esses filósofos cobravam um alto preço por ensinar a falar, expor, seduzir a multidão e assembleias sem nenhuma consideração pelas ideias transmitidas. O conjunto dos combates de Sócrates e Platão, seu porta-voz persegue essa índole, essa profissão singular.

Para um sofista, a verdade reside na eficácia. É verdadeiro o que alcança seus fins e produz seus efeitos. É falso tudo o que desperdiça sua meta. Fora do moral e das considerações do vício ou da virtude, o que importa, para os alunos dos sofistas, é, nas condições da democracia grega a palavra na praça pública, seduzir seu auditório, satisfazer e, especialmente, obter seu voto para ser eleito e ocupar um assento nas instancias decisórias. Enquanto Sócrates ensinava verdades imutáveis, os sofistas – Protáforas (século V a.C), Gorgias (487-380 a.C), Hipias (segunda metade do século V a.C.), Critias, Pródico (século V a.C) e alguns outros – se vangloriam dos méritos da palavra sedutora e do verbo arrebatador.

A arte da política é uma arte da sofística, por tanto, da mentira. Para dissimular esta evidência, alguns teóricos do direito inclusive tem forjado o conceito de razão de Estado, que permite justificar todo, sustentar o silêncio, intervir como mais alta instância no curso normal da justiça, classificar assuntos secretos de defesa ou de Estado, negociar com terroristas aos que se pagam tributos ou com Estados sanguinários, passar contratos discretamente para vender armas aos governantes oficialmente inimigos, porque trangridem o princípio dos direitos humanos, mas informalmente amigos, quando pagam em moeda forte.

Abertamente, a razão de Estado existe para evitar que as negociações importantes fracassem, para impedir uma transparência de que se serviriam os inimigos do interior (a oposição) ou do exterior. Em realidade, prova que o Estado existe raramente para servir aos indivíduos, contrariamente ao que se diz dele para justifica-lo, mas, ao contrário, os indivíduos no existem mas que para servi-lo e que, no caso de negar-se a obedecer, dito Estado dispõe, todo poderoso, de meios de coação: a polícia, os tribunais, o exército, o direito, a lei. Saiba, não esqueça, e vote se desejar...




[1] Dificilmente adaptável, referido a presidência da República francesa (de sete anos)
[2] Do país.
[3] Do país e seus compatriotas ou cidadãos.

¹ Tradução nossa

 REFERENCIAS:

ONFRAY, Michel. Antimanual de filosofia: lecciones socráticas y alternativas. 4.ed. Madrid: EDAF, 2007.

Atividades:
Leia o texto, discuta os integrantes do seu grupo e publique um comentário refletindo sobre o momento político atual. Justifique com exemplos. Identifique-se corretamente.

Prazo: até 02/11/14


Questões de múltipla escolha sobre Maquiavel:

Clique no link abaixo, digite seu nome e sobrenome, e clique em "START" para iniciar. Lembre que as questões de 5 a 8 tem mais de uma alternativas correta.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Questões Filosofia Política: Maquiavel, Hobbes e Rousseau



1. (ENEM 2010) O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente do que outros que, por muita piedade, permitem aos distúrbios que levem ao assassínio e ao roubo
MAQUIAVEL, N. O Príncipe. São Paulo. Martin Claret, 2009.

No século XVI, Maquiavel escreveu O Príncipe, reflexão sobre a monarquia e a função do governante. A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na

A) Inércia do julgamento de crimes polêmicos.
B) Bondade em relação ao comportamento dos mercenários.
C) Compaixão quanto à condenação de transgressões religiosas.
D) Neutralidade diante da condenação dos servos.
E) Conveniência entre o poder tirânico e o moral do príncipe.


2. (IFPE 2009) Sobre o pensamento político de Maquiavel pode-se afirmar:

A) Maquiavel reconhece, nem sempre claramente, os limites do conceito de bem e, por isso, não tenta reduzir o conhecimento político ao escopo de uma metafísica.
B) A harmonia ou a vida social sem conflito deve ser o fim da política, sob pena de condená-la ao âmbito do improfícuo.
C) A virtù designa o elemento central para a manutenção da ordem civil, pois ela transcreve a ação arbitrária do Estado contra os indivíduos.
D) Para Maquiavel, o Estado republicano, por ser o Estado ideal, poderia prescindir da coação.
E) Para Maquiavel, a legitimidade do príncipe é irrestrita pelo fato do seu poder emanar de Deus. 
3.   (Universidade da Amazônia – 2008)
Sobre o pensamento político, há inúmeras questões e respostas elaboradas ao longo da história. Das formulações mais célebres do pensamento político e seus autores, está correto dizer que: 
1-    para Jean-Jacques Rousseau, em sua obra o Leviatã, o Estado é comparado a uma criação monstruosa do homem, destinada a pôr fim à anarquia e ao caos da comunidade primitiva.
 2- para Thomas Hobbes, quando os interesses egoístas predominam, cada um se torna um lobo para o outro (homo homini lupus). As disputas provocam a guerra de todos contra todos (bellum omnium contra omnes), com graves prejuízos para a indústria, a agricultura, a navegação, o desenvolvimento da ciência e o conforto de todos.

3- Nicolau Maquiavel recusa a figura do bom governo encarnada no príncipe virtuoso, portador das virtudes cristãs. O príncipe precisa ter virtu, mas esta é propriamente política, referindo-se às qualidades do dirigente para tomar e manter o poder, mesmo que para isso deva usar a violência, a mentira, a astúcia e a força.
4- John Locke desenvolve uma teoria socialista que desmistificou a política liberal. Para ele, as relações fundamentais de toda sociedade humana são as relações de produção, que correspondem a um certo estágio das forças produtivas. 
São corretas as afirmativas:
A) 1, 2, 3 e 4. 
B) 2 e 4, somente. 
C) 1 e 3, somente.
D) 2 e 3, somente. 
E) 1 e 2 somente
4. Mas há sempre algum altruísmo nas pessoas. Serão valores embutidos em nossa cultura por um legado religioso? Ou um impulso inato, recebido da natureza ao nascer? Sangue, e rios de tinta, ainda não responderam a essa pergunta. No século 18, J. J. Rousseau, invertendo muitos séculos da visão pessimista do homem naturalmente pecador e mau, embutida na tradição cristã, substituiu-a por uma ideia oposta: a do homem que nasce virtuoso, e degenera na sociedade. É o "bom selvagem", uma das contribuições iniciais da descoberta do Brasil ao pensamento europeu.
Segundo o texto, J. J. Rousseau:
A) Afirmou que o homem é naturalmente pecador e mau, mas, devido à tradição cristão, quando nasce virtuoso, degenera na sociedade.
B) É o bom selvagem que contribuiu para a descoberta do Brasil.
C) Errou, ao inverter a visão da Igreja, que sempre acreditou ser o homem virtuoso, mas degenerador da sociedade.
D) Contradisse a tradição cristã, ao afirmar que o homem nasce virtuoso, e a sociedade o corrompe.
E) Contribuiu para a descoberta do Brasil, ao afirmar que o selvagem que aqui habitava era naturalmente bom.

5. (UFSM-PEIES) “Todavia, como é meu intento escrever coisa útil para os que se interessam, pareceu-me mais conveniente procurar a verdade pelo efeito das coisas, do que pelo que delas se possa imaginar. E muita gente imaginou repúblicas e principados que nunca serviram nem jamais foram reconhecidos como verdadeiros. Vai tanta diferença entre como se vive e o modo por que se deveria viver, que quem se preocupar com o que se deveria fazer em vez do que se faz aprende antes a ruína própria, do que o modo de se preservar.” (O Príncipe, de Maquiavel.) Nessa passagem, Maquiavel mostra que o domínio das ações humanas, no qual está incluída a política, deve ser concebido sob uma perspectiva realista.
Sobre essa maneira de conceber a política, é possível afirmar:
I. A política deve sempre ser pensada a partir de modelos ideais e da busca de soluções definitivas.
II. A política deve valorizar as experiências e os acontecimentos.
III. Concebe-se que a política deve se regular pelo modo como vivemos e não como deveríamos viver.
IV. Defende-se que a política deve ser orientada por valores universais e crenças sobre como deveria ser a vida em sociedade.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
a) I e II apenas.
b) I, II e III apenas.
c) II e III apenas.
d) III e IV apenas.
e) IV apenas.

6. (UFU) Muito citado, Nicolau Maquiavel é um dos maiores expoentes do Renascimento e sua contribuição determinou novos horizontes para a filosofia política.
 A respeito do seu conceito de virtú, analise as assertivas abaixo.
I. A virtú é a qualidade dos oportunistas, que agem guiados pelo instinto natural e irracional do egoísmo e almejam, exclusivamente, sua vantagem pessoal.
II. O homem de virtú é antes de tudo um sábio, é aquele que conhece as circunstâncias do momento oferecido pela fortuna e age seguro do seu êxito.
III. Mais do que todos os homens, o príncipe tem de ser um homem de virtú, capaz de conhecer as circunstâncias e utilizá-las a seu favor.
IV. Partidário da teoria do direito divino, Maquiavel vê o príncipe como um predestinado e a virtú como algo que não depende dos fatores históricos.
Assinale a ÚNICA alternativa que contém as assertivas verdadeiras.
a) I, II, e III.
b) II e III.
c) II e IV.
d) II, III e IV.

7. (UEL) “O direito de natureza, a que os autores geralmente chamam de jus naturale, é a liberdade que cada homem possui de usar seu próprio poder, da maneira que quiser, para a preservação de sua própria natureza, ou seja, de sua vida; e conseqüentemente de fazer tudo aquilo que seu próprio julgamento e razão lhe indiquem como meios adequados a esse fim.” (HOBBES, Thomas. Leviatã. Trad. João Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva. São Paulo: Abril Cultural, 1974).
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o Estado de natureza em Hobbes, considere as afirmativas a seguir.
I. Todos os homens são igualmente vulneráveis à violência diante da ausência de uma autoridade soberana que detenha o uso da força.
II. Em cada ser humano há um egoísmo na busca de seus interesses pessoais a fim de manter a própria sobrevivência.
III. A competição e o desejo de fama passam a existir nos homens quando abandonam o Estado de natureza e ingressam no Estado social.
IV. O homem é naturalmente um ser social, o que lhe garante uma vida harmônica entre seus pares.
Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e II.
b) I e IV.
c) III e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.

8. (UFU) Thomas Hobbes escreveu que:
“Uma lei de natureza (lex naturalis) é um preceito ou regra geral, estabelecido pela razão, mediante o qual se proíbe a um homem fazer tudo o que possa destruir sua vida ou privá-lo dos meios necessários para preservá-la, ou omitir aquilo que pense poder contribuir melhor para preservá-la”. (HOBBES, Thomas. Leviatã, São Paulo: Nova Cultural, 1988. Coleção “Os Pensadores”.p.79).
Assinale a alternativa correta.
a) A condição natural do homem é a perfeita harmonia em relação ao seu semelhante.
b) A lei primeira e fundamental da natureza é procurar a paz e segui-la.
c) No estado de natureza, os homens são governados pela razão divina.
d) No estado de natureza, o homem não tem direito a todas as coisas, por isso, ele tem segurança.

9. (UFSM) Na citação: “- Chama-se gato uma ligação elétrica clandestina entre a rede e uma residência. Usualmente, o gato infringe normas de segurança, porque é feito de pessoas não-especializadas. O choque elétrico, que pode ocorrer devido a um gato malfeito, é causado por uma corrente elétrica que passa através do corpo humano – ”.
Observamos no trecho um problema de ordem política e econômica. Considere a teoria política hobbesiana, que afirma:
“Onde não há propriedade não pode haver injustiça e onde não foi estabelecido um poder coercitivo, isto é, onde não há Estado, não há propriedade, pois todos os homens têm direito a todas as coisas”
Assim, a prática dos “gatos”, uma vez que vivemos sob o regime de um Estado, implíca uma
I. injustiça porque lesa o direito à propriedade privada.
II. injustiça porque as ligações clandestinas representam um perigo para as pessoas.
III. ilegalidade por desobedecer à legislação do Estado sobre a propriedade privada.
Está(ão) correta(s):
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas III.
d) apenas I e II.
e) apenas I e III
Bom exercício!
J

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012